Novas ambulâncias do SAMU
Por Jorge Marques
Resultado
de um investimento de mais de R$ 8 milhões, o Governo do Estado, em
parceria com Ministério da Saúde (MS), renovou mais de 100% da frota de
ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192
Sergipe). Já foram entregues 41 das 61 viaturas já adquiridas e os
outros 20 veículos devem ser entregues até o mês de março.
As
novas Unidades de Suporte Básico (USB) e Avançado (USA), estas
consideradas UTI móveis, têm por objetivo aumentar a qualidade da
assistência e proporcionar melhores condições de trabalho e segurança
aos profissionais de saúde e usuários. Além disso, as novas ambulâncias
estão permitindo a redução de custo com manutenção, oferecendo mais
conforto aos usuários e às equipes de socorristas. Essas novas viaturas
também permitem a criação de uma reserva técnica, garantindo a melhor
organização do serviço.
As ambulâncias têm um período de vida
útil relacionado ao tempo de uso e à quantidade de quilômetros rodados.
“A vida útil pode variar entre três e seis anos, dependendo das
condições em que elas são utilizadas. Pelo fato de ser uma ambulância, o
uso é naturalmente considerado severo ou extremo. A quilometragem
máxima deve ser de 200 mil. Acima disso, o custo de manutenção com essa
quilometragem torna-se bastante elevado”, explica Joerlan Melo, gerente
de transporte da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) e responsável pela
manutenção das viaturas do SAMU 192 Sergipe.
O gerente ressalta
que o custo de manutenção dos veículos mais antigos é ainda maior. “A
manutenção de uma ambulância nova tem um custo médio mensal de R$ 3 mil,
já uma viatura com cerca de 200 mil quilômetros rodados, o valor médio
mensal pode ultrapassar os R$ 6 mil”, contabilizou.
A necessidade
de renovação da frota está diretamente ligada à segurança dos pacientes e
dos trabalhadores do SAMU. “Considerando a quilometragem média rodada
por um veículo, a viatura torna-se menos segura, pois pode apresentar
quebras frequentes, falhas nos sistemas de segurança, entre outros
problemas. Outro ponto é que, nos veículos novos, o ar condicionado
oferece conforto aos ocupantes o que, por diversos fatores, não ocorre
em veículos mais velhos. O custo para reparar o condicionador de ar é
alto e há dificuldade em encontrar peças de reposição no mercado”,
afirmou Joerlan Melo.
Reserva técnica
A
nova reserva técnica de ambulâncias é uma importante estratégia para
substituição temporária das viaturas em manutenção. “Com a reserva
técnica, evitamos que haja desassistência ao paciente quando uma
ambulância estiver em manutenção, quebrar ou, por ventura, se sofrer um
acidente. Estamos trabalhando para disponibilizar USAs e USBs para a
reserva”, concluiu Silas Lawley Santana, superintendente do SAMU.
Fonte: SES