SAMU orienta população a usar o serviço de urgência
06/12/2012
Central de Regulação Médica /Foto: Ascom
O superintendente, Dr. Clóvis França /Foto: Ascom
Por Jorge Marques
SES SE
A
médica reguladora do SAMU 192 Sergipe, Renata Christiane Alves Lima,
entrou no plantão, na segunda-feira, 3, às 7 horas. Passava das 9 horas e
ela já havia atendido oito ligações. Com ela, mais três médicos
plantonistas.
“Quatro ligações eram de pessoas que não
precisavam de atendimento de urgência. Recebemos a ligação de um rapaz
que caiu de moto no sábado e queria uma ambulância para levá-lo para a
consulta médica. Uma mulher ligou reclamando que estava menstruando
demais, entre outras. No ano passado recebemos uma ligação de uma pessoa
que queria que os médicos do SAMU fossem consultar o cachorro dela,
pois ele estava com uma ferida e não podia levá-lo ao veterinário”,
contou a médica.
Ligações como essas fazem parte da rotina do
serviço que recebe em torno de 566 ligações por dia e uma média de 17
mil ao mês. “Muitas vezes a população liga para o SAMU porque não sabe o
que fazer em determinadas situações ou a quem recorrer. Acham que o
serviço tem a resposta para todas as necessidades delas”, disse Clóvis
França, superintendente do SAMU 192 Sergipe.
Por ser ofertado
pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o SAMU também passa pela lógica da
universalidade, equidade e integralidade e não deixa de atender ninguém,
mas existe legislação, portarias e critérios para funcionamento do
serviço para todo país. “Essas regras definem os critérios de urgência e
emergência, incluindo até que fazer falso alarme ao SAMU é crime
passível de punição pela legislação”, afirmou o superintendente.
O
superintendente do serviço ainda reforçou que ao chamar o SAMU a pessoa
deve falar com calma, informar o endereço com precisão e um ponto de
referência, informar o nome do paciente e da pessoa que está ao telefone
solicitando ajuda. “Ao atender a ligação o profissional faz o
diagnóstico da situação e inicia o atendimento. Orienta o paciente, ou a
pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações. O médico regulador
também avalia qual o melhor procedimento para o paciente: procurar um
posto de saúde, designar uma ambulância de suporte básico, ou, de acordo
com a gravidade do caso, envia uma UTI móvel”, explicou Clóvis França.