sábado, 31 de janeiro de 2015

FHS: Para renovar, governo terá de viabilizar transparência irrestrita

O Governo do Estado tem 15 dias para acatar com o pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) de transparência irrestrita das contas ao Grupo de Trabalho para validar a proposta do acordo firmado na audiência entre o MPF, Governo do Estado, Fundação Hospitalar de Saúde e União, realizada nesta sexta-feira (30), no auditório da Justiça Federal. O prazo do contrato de cinco anos entre a FHS e o Governo se encerraria neste sábado (31), mas com o acordo esse prazo se prolongaria por mais um ano para se evitar uma descontinuidade do serviço de Saúde à população e para garantir que os direitos dos servidores sejam preservados e até aprimorados, uma vez que são mais de sete mil profissionais lotados na fundação.
Para a Bancada dos Sindicados da Saúde, o resultado da audiência foi uma vitória porque foi a proposta inicial da bancada que foi aceita. O MPF queria a prorrogação do contrato por seis meses. Por sua vez, o Governo queria a renovação sem prazo de validade. “Ficamos felizes porque o MPF ouviu a Base e poderemos ter um ano de prazo se o acordo entrar em vigor. Temos uma chance de lutar por uma garantia de estabilidade no emprego dos profissionais da Saúde da FHS”, disse Shirley Morales, líder da Bancada da Saúde e presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese).
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, que conta com quase quatro mil servidores na FHS, fez coro com a presidente do Seese. “A audiência foi importante porque amanhã (sábado) os trabalhadores não sabiam se iam ter emprego ou não. Mas com o acordo que foi feito teremos um bom período para buscar meios para que os servidores sejam absorvidos pelo Estado”, disse Couto, representando a categoria com a maior quantidade de trabalhadores na FHS.
Durante a audiência, houve um mal estar quando foi solicitado que o secretário de Saúde do Estado, José Macedo Sobral, permitisse a abertura das contas públicas da Saúde, e consequentemente, da Fundação Hospitalar de Saúde nestes últimos cinco anos de atividades. Contudo, o secretário resistiu a solicitação e justificou que teria que conversar com outros órgãos. Daí, só não ficou firmado o termo nesta sexta-feira porque existe ainda essa pendência do Governo do Estado. Caso não seja permitido o acesso às movimentações financeiras, caberá ao Juiz Federal, Edmilson Pimenta, decidir sobre o processo, uma vez que a transparência é uma das exigências do MPF, através do Procurador da República, Ramiro Rockenbach, para que o acordo entre em vigor.

Pontos importantes
Sobre a proposta do acordo, outros pontos importantes foram firmados, como a instauração do Grupo de Trabalho, intitulado de “GT Saúde+10 em Sergipe”, formado por representantes dos gestores, dos profissionais de Saúde e do controle social. A ideia é que, mediante as contas da FHS e durante seis meses, o grupo realize estudos, diagnósticos e propostas sobre os problemas da Saúde, absorção pelo Estado dos profissionais vinculados à FHS, e para que não seja ultrapassado o limite de gastos com o pessoal, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. As conclusões do trabalho seriam apresentadas durante uma audiência no dia 3 de julho deste ano, às 9h30min, no Juizado Federal.

Além de representantes da Secretaria de Estado da Saúde, FHS, MPF, União, estiveram presentes na audiência diretores do Seese, Sintasa, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e mais nove categorias: Sindicatos dos Médicos de Sergipe (Sindmed), Sindicato dos Psicólogos de Sergipe (Sinpsi-SE), Sindicato dos Trabalhadores Fisioterapeutas de Aracaju (Sintrafa), Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe (Sindasse), Sindicato dos Cirurgiões Dentistas de Sergipe (Sinodonto-SE), Sindicato dos Farmacêuticos de Sergipe (Sindifarma-SE), Sindicato de Nutricionistas e Técnicos em Nutrição do Estado de Sergipe (Sindinutrise), Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Laboratórios de Sergipe (Sintelab-SE), e Sindicato dos Condutores de Ambulância do Estado de Sergipe (Sindconam-SE).

por SEESE

Contrato entre Estado e Fundação Hospitalar de Saúde é renovado

O acordo foi firmado na manhã desta sexta-feira, 30, em uma audiência na Justiça Federal presidida pelo juiz Edmilson Pimenta
O contrato entre o Governo do Estado e a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) será renovado por um ano, com prorrogação para mais um. O acordo foi firmado na manhã desta sexta-feira, 30, em uma audiência na Justiça Federal presidida pelo juiz Edmilson Pimenta com participação do secretário de Estado de Saúde, José Sobral, do procurador da República, Ramiro Rockenbach, autor da ação, o diretor da Fundação Hospitalar de Saúde, Hans Lobo, representantes da Procuradoria Geral do Estado, da Advocacia Geral da União e de sindicatos relacionados à área de saúde.

O procurador do Estado de Sergipe, Samuel Oliveira Alves defendeu a renovação do contrato pontuando que a extinção da Fundação traria prejuízos aos servidores da rede estadual de saúde e aos serviços prestados à população. “A FHS possui um modelo de gestão viável e o Estado entende que renovar é melhor opção para não comprometer a assistência à população. Os problemas existem, devem ser identificados e corrigidos. O papel do MPF é fiscalizar, mas não direcionar qual seria o modelo adequado de gestão a ser utilizado pelo Estado, na condução da saúde. Vamos encontrar alternativas para solucionar e até punir quem tem responsabilidade pelas distorções. O problema da saúde pública é nacional. Não é exclusivo de Sergipe. Entendemos que o contrato de gestão é através da Fundação. A extinção trairia prejuízos aos funcionários, problemas de cunho social e, certamente, comprometeria os serviços prestados aos usuários do SUS”.


Além da renovação do contrato entre o Governo do Estado e a FHS, foi acordado, também, a criação de um grupo de trabalho responsável pelo estudo e avaliação do desempenho da FHS no cumprimento de metas estabelecidas pelo Plano Anual de Atividades (PAA), que deverá contar com a participação de um representante da Secretaria de Estado da Saúde, da Controladoria Geral do Estado de Sergipe, da Procuradoria Geral do Estado de Sergipe, do Conselho Estadual de Saúde, da Fundação Hospitalar de Saúde, do Ministério Público Federal, além de dois representantes de sindicatos dos profissionais da área de saúde (indicados pelas entidades de classe).

“Esse grupo fez parte de uma das propostas do Governo do Estado para que houvesse a renovação do contrato com a FHS. O grupo realizará o acompanhamento e o estudo de todas as atividades da FHS, fará diagnósticos, sinalizará problemas que atingem a população, o servidor e a Fundação como um todo. Além dos representantes dos órgãos fiscalizadores, é  imprescindível a participação do sindicato e queremos também a participação do próprio usuário. Essa contribuição é uma somação de esforços”, destaca o secretário de Estado da Saúde, José Sobral.

O Estado apresentou algumas propostas como a melhoria do controle e da gerência de pessoal, mediante o processamento da folha da Fundação Hospitalar de Saúde, via termo de cooperação técnica com a Seplag, sem prejuízo da realização de censo e adequação de escalas para a busca da redução do percentual indicado no relatório do Tribunal de Contas; aquisição e implantação de um software para a reorganização do processo de trabalho no Centro de Logística da FHS, proporcionando mais celeridade no abastecimento da rede hospitalar; efetiva implantação da Central de Regulação dos Leitos e do Samu 192 Sergipe.

“Colocamos a necessidade de montar a Central de Regulação, que foi discutida e elaborada por todos os técnicos. Trata-se de uma proposta absolutamente inteligente e necessária para administrar o sistema de regulação de leitos. Visitei todos os hospitais regionais, que foram criados e geridos nos últimos cinco anos pela FHS. São os servidores que administram e cuidam. Problemas existem, contratempos também. Mas eles precisam ser solucionados porque é a vida humana que está em jogo e devemos aplicar medidas administrativas ao que está errado. A renovação e a composição do grupo de trabalho é fundamental para estudar números, visitar locais para acompanhar deficiências, faltas, erros e realizar ações extraordinárias. Um caos que se programa e se anuncia, transforma em uma guerra. A solução da FHS passa pela gestão, pelo financiamento e a solução também pela participação dos servidores. Não podemos discutir sem a participação deles”, enaltece José Sobral.

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe, Shirley Morales, representou todas as categorias de saúde durante a audiência e avaliou positivamente a discussão.
 “Ficamos satisfeitos com a renovação do contrato da Fundação Hospitalar. Sabemos dos problemas e esperamos, de fato, a mudança. O trabalhador quer a manutenção dos empregos e condições de trabalho. O diálogo entre usuário, trabalhadores e gestão sempre é necessário”.

Uma outra audiência foi marcada para junho. “Daqui a cinco meses teremos um desfecho e uma nova audiência com uma última avaliação para ver se estamos no caminho correto e se a FHS está realizando resultados de acordo com o que foi proposto. Sempre é importante fazer uma reavaliação de tudo que foi feito. Isso é convergente. Esperamos que o grupo que foi proposto, de fato, fiscalize e nos repasse todas as informações pertinentes sobre o desempenho da FHS. Foi uma audiência muito produtiva e a participação de todos que fazem parte da Secretaria de Estado, da Procuradoria Geral do Estado e, claro, dos representantes sindicais, foi de suma importância para chegarmos a um consenso em prol da melhoria da saúde do usuário do SUS”, destaca o promotor Ramiro Rockenbach.

“Essa audiência foi muito positiva, educada e sensata. Demonstrou a grande preocupação de todos com a questão da saúde no Brasil e especialmente no Estado de Sergipe, inclusive a matéria ventilada nos autos, significando uma grande mobilização nesta área de relevante interesse público para toda a coletividade. Estamos satisfeitos em presenciar que Estado de Sergipe respondeu todas as demandas e está sempre à disposição do MPF. Torcemos para o êxito de todas as propostas expostas nesta audiência”, afirma o juiz Federal, Edmilson Pimenta.

por ASN/SE

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

MPF/SE condiciona acordo sobre a gestão da saúde à total abertura das contas

Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) propôs acordo judicial com a Secretaria de Estado da Saúde, a União e a Fundação Hospitalar de Saúde na ação em que o MPF pede o fim do contrato dos serviços de saúde no Estado com a FHS.
Na proposta de acordo, foi estabelecida a renovação do contrato entre a Secretaria de Saúde e a FHS por mais um ano. Neste período, será analisada a real viabilidade da permanência da fundação na gestão dos serviços de saúde, através da instalação de um grupo de trabalho com a participação do Governo, da FHS, de representantes dos trabalhadores da saúde e do Ministério Público.
Todo o acordo está condicionado à abertura das contas da saúde no Estado para este grupo de trabalho, inclusive do retroativo dos últimos cinco anos, período de gestão da FHS. Na audiência, a Secretaria de Estado da Saúde, a FHS e a União pediram prazo de 15 dias para análise da possibilidade de transparência dos gastos.
O procurador da República Ramiro Rockenbach afirmou, na audiência, que a abertura das contas da Saúde no Estado é cláusula da qual o Ministério Público não abre mão. Caso o pedido não seja atendido, explica o procurador, será requerida quebra do sigilo das contas à Justiça Federal. “O dinheiro da saúde não é da União, do Estado, da FHS nem de qualquer gestor, mas sim, de toda a população sergipana e, por isso, devem ser abertas as contas e os gastos de forma irrestrita”, enfatiza o procurador da República.
Leia aqui a íntegra da proposta do acordo, com o os termos ajustados e a lista completa dos participantes da audiência.

por mpf/se

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MPF, FHS: Justiça Federal designa audiência pública

A Justiça Federal designou audiência de conciliação, a ser realizada no auditório da Justiça Federal, dia 30/01/2015, às 09:30h, com a presença de representantes do Governo do Estado de Sergipe, Fundação Hospitalar de Saúde, União, MPF e demais interessados para discussão acerca da matéria objeto da ACP nº 0802992-42.2014.4.05.8500.
A audiência foi designada pelo juiz federal da 3ª Vara de Sergipe, Edmilson Pimenta e tem como objetivo promover tratativas entre as partes, diante da possibilidade de solução consensual do litígio que envolve a prestação de serviços de saúde.
Ação Civel Pública.
Proposta pelo Ministério Público Federal, a Ação Civil Pública nº 0802992-42.2014.4.05.8500 trata de supostas ocorrências de irregularidades na prestação dos serviços de saúde, executados pela Fundação Hospitalar de Saúde e almeja, em síntese, que o Estado de Sergipe reassuma a prestação e a operacionalização da gestão e a execução das ações e serviços de saúde pública, em todos os níveis, com a não renovação do contrato de prestação de serviços de saúde através da referida fundação.


por JF/SE, ascom

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

CONSELHO ESTADUAL DE SAÚDE RECOMENDA GOVERNO DE SERGIPE A MANTER ASSISTÊNCIA À SAÚDE E OS 5.500 TRABALHADORES DA FHS

O assunto que não sai da cabeça dos 5.500 trabalhadores da Fundação Hospitalar de Saúde: o risco de demissão coletiva, provocando também desassistência à população sergipana, foi o tema da reunião extraordinária do Conselho Estadual de Saúde, que contou com a presença de lideranças da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SE) e de mais de 10 sindicatos da saúde.

Realizada na sede da FUNASA na manhã da última quinta-feira, 22/01, a reunião extraordinária teve como objetivo a produção de um documento em que o Conselho Estadual de Saúde manifesta a recomendação de que o Governo do Estado de Sergipe mantenha os empregos públicos dos 5.500 trabalhadores assim como o serviço de saúde à população.

O dirigente do SINDASSE (Assistentes Sociais), sindicato filiado à CUT/SE, frisou a importância da presença e apoio do procurador Ramiro Rockenbach que na ocasião reafirmou que não vai tomar nenhuma atitude que prejudique os 5.500 trabalhadores. “A o documento de Recomendação que produzimos tem o objetivo de tornar público perante a sociedade, a imprensa, os usuários do serviço público de saúde que o Conselho Estadual de Saúde apóia a luta dos sindicatos de trabalhadores da saúde, mobilizados em defesa dos 5.500 empregos públicos e da continuidade de prestação do serviço de saúde para a população sergipana”, explicou.

por CUT/SE

Justiça Federal realiza audiência para discutir contrato com a FHS

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) requereu à Justiça Federal uma audiência pública de conciliação para discutir a ação que pede o fim do contrato entre o Governo do Estado e a Fundação Hospitalar de Saúde, que hoje gere os serviços de saúde pública em Sergipe. A audiência será realizada na próxima sexta-feira (30/01), às 9h30min, no auditório da Justiça Federal, com o intuito de promover um acordo entre as partes para garantir o serviço público de saúde.
O secretário estadual de saúde, além de representantes da União e da FHS, também foi notificado para prestar esclarecimentos, dirimir dúvidas e buscar soluções sobre o caso.
Entenda o caso - O Estado de Sergipe, a União e a FHS são réus de Ação Civil Pública movida pelo MPF, após constatar graves irregularidades na gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado da Saúde e a FHS, que resultaram numa dívida de R$ 138 milhões na falta de atendimento à população.
Com isso, o MPF pediu que o Estado de Sergipe reassumisse integralmente a administração da Saúde; que a União auxiliasse, direta e continuamente, por um período de 12 meses, prestando apoio técnico e financeiro, o estado nos serviços de saúde e que a União fosse condenada a instituir e manter programa de monitoramento e avaliação sobre a gestão das ações e serviços de saúde durante um período de quatro anos, com periodicidade semestral e divulgação na página oficial eletrônica. Pedindo ainda que, para cada eventual descumprimento, a pena seria de R$ 10 mil.
A ação tramita na Justiça Federal com o número 0802992-42.2014.4.05.8500 (processo judicial eletrônico).
Acesse aqui a íntegra da ação.


por MPF/SE, ascom

NOTA DA FHS À IMPRENSA ENCAMINHADA NO DIA 09/01/2015

A Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) esclarece que o acesso à justiça é direito de todos e garantia do estado democrático de direito. Os pleitos são infinitos e os argumentos discutíveis. Compete ao judiciário apreciar as demandas com a garantia do contraditório e da ampla defesa para ao final julgar a lide.
No presente caso o MPF entende, mesmo que ao contrasenso da lei, que o Estado de Sergipe deve assumir diretamente os serviços assistenciais de saúde, entendimento esse diverso do que defende a FHS. Fomos notificados para nos manifestar sobre os pleitos liminares no prazo de 72 horas, bem como a União e o Estado de Sergipe, para depois o juízo se manifestar favóravel ou contrariamente aos pedidos formulados.
De certo que apesar de não existir até o presente momento qualquer decisão judicial, caso essa venha a ser concedida e contrarie o entendinento da FHS, será lavrada a devida defesa processual respeitando-se o duplo grau de jurisdição.
Cordialmente,
Assessoria de Comunicação
Fundação Hospitalar de Saúde

por ne notícias

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

MP É a favor de fixação de prazo de transição

Nota do Ministério Público de Sergipe enviada a uma rádio de Sergipe, após reunião com os Sindicatos na semana passada.

"O Ministério Público Federal em Sergipe é favorável à fixação de um prazo de transição na retomada do serviço de saúde pela Secretaria Estadual de Saúde. 

  Durante esse período de transição, ainda a ser definido, três aspectos, entre outros, são relevantes:

 1 – Garantir a qualidade nos serviços prestados à população sem quebra de continuidade de qualquer um deles;
 2 – Buscar alternativas para preservar e até aprimorar os direitos dos trabalhadores da área da saúde;
 3 – Garantir total transparência na aplicação dos recursos da saúde em Sergipe no presente e para o futuro, bem como avaliar todos os gastos realizados nos últimos cinco anos."

Agora ficam as perguntas: o que está enviado nesse período de transição? Os empregados passarão para o Estado? Um novo concurso público? Demissão dos empregados? Um novo órgão criado pelo Estado para gerir os empregados Celetistas?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Pontos a serem considerados no edital do concurso da "FHS"

Os empregados da FHS tem vivido um grande dilema em torno da possível não renovação do contrato entre a Secretária de Saúde e Fundação Hospitalar de Sergipe.

Entre os impasses existentes estão a falta de assistência à população devido a possibilidade de demissão em massa de quase 7 mil empregados celetistas da FHS.

Mesmo havendo a renovação de contrato entre a FHS e SES por mais 01 ano, fica a dúvida: qual será o futuro dos empregados depois deste período?

Já foi se dito que com a extinção da FHS, os contratos de trabalho são igualmente extintos sem possibilidade de migração para o regime estatutário.

Antes que isso ocorra, os empregados desde já, devem levar em conta o que o edital do concurso deixou claro: o concurso foi feito pela Secretaria de Administração do Estado de Sergipe e o edital especificou que seriam lotados na FHS. Em nenhuma parte do edital diz que o responsável pelo concurso foi a FHS.

Trocando em miúdos: o concurso foi feito pela a Secretária de Administração do Estado, regido pela CLT e lotaram os empregados na Fundação Hospitalar de Sergipe. Levando isso em conta, a Fundação extinta ou sem renovação contratual com  a SES, a SEAD/SE que teria que absorver os empregados, os empregados são do Estado!

Veja o trecho do edital, que em termos de Lei serve como um documento vivo:


A Secretaria de Estado da Administração do Estado de Sergipe, com fundamento no disposto na Lei n.º 4.087, de 14 de maio de 1999, na Lei n.º 5.211, de 12 de dezembro de 2003, na Lei n.º 5.895, de 1.º de junho de 2006, Lei N.º 6.130, de 2 de abril de 2007, e na Lei n.º 6.347, de 2 de janeiro de 2008, e conforme deliberação do Conselho Curador da Fundação Hospitalar de Saúde, em reunião realizada no dia 22 de setembro de 2008 que aprovou os empregos, quantitativos e valores remuneratórios respectivos, torna pública a realização de concurso público para provimento empregos de nível superior, de nível médio e de nível fundamental a serem lotados na Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), mediante as condições estabelecidas neste edital.

A extinção das fundações e o futuro dos empregados sob regime celetista

As fundações que são constituídas sob regime de direito privado, mas gerem recursos públicos, sempre causaram muita polêmica, não somente no campo político, em virtude dos interesses nem sempre sociais pelos quais o legislativo e o executivo implementam essas instituições, mas também causam muitas discussões na seara jurídica. Além dos debates acerca da sua natureza jurídica, na ocasião da sua extinção, muito há o que se resolver dentro do direito público e privado.
Na relação trabalhista, tudo isso, para os empregados, fica confuso e, às vezes, injusto. Mas o certo é que a relação entre empregado e empregador, ou seja, entre a fundação e seus trabalhadores alocados no serviço público, é de natureza celetista, sem direito a transmudação. É dizer que, com a extinção da fundação, os contratos de trabalhos são igualmente extintos sem possibilidade de migração para o regime estatutário.
Isso porque não se concebe adentrar no Regime Jurídico Único (estatutário) sem realizar concurso público, na forma do art. 37, II da Constituição Federal:
Art. 37.
II – a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

Não é vedado que, atendendo ao ingresso no serviço público através de concurso, se haja instituído o regime celetista para os servidores de determinado ente público. Isso é comum principalmente em municípios pequenos onde ainda não existe lei versando sobre o Regime Jurídico Único dos servidores. Na confecção desta lei, a migração dos regimes é legal, passando-se do regime celetista para o estatutário. Mas no caso da extinção das fundações não se está tratando apenas de mudança de regime, mas do não atendimento de um requisito básico para o ingresso no serviço público: aquele descrito no art. 37, II da Constituição Federal.
Se o gestor público incorporasse os servidores do regime celetista egressos da fundação extinta no regime estatutário, estaria cometendo ato flagrantemente inconstitucional. Vejamos:
ADMINISTRATIVO. FUNDAÇÃO EDUCAR. EXTINÇÃO: LEI Nº 8.029/90. SERVIDOR CELETISTA NÃO ESTÁVEL. DEMISSÃO. ANISTIA. LEI Nº 8.878/94. REINTEGRAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. 1. A Fundação Nacional para Educação de Jovens e Adultos - EDUCAR veio a ser extinta em decorrência da Lei nº 8.029/90, pelo que o servidor celetista não estável de seus quadros, demitido em decorrência da extinção, não possui direito à reintegração, ainda que anistiado nos termos da Lei nº 8.878/94. 2. A investidura em cargo público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos (CF: art. 37, II). 3. Apelação não provida. (TRF-1 - AC: 45997 GO 2000.01.00.045997-5, Relator: JUIZ FEDERAL CARLOS ALBERTO SIMÕES DE TOMAZ (CONV.), Data de Julgamento: 01/06/2005, SEGUNDA TURMA SUPLEMENTAR, Data de Publicação: 30/06/2005 DJ p.122)

RECURSO DE REVISTA. JUSTIÇA DO TRABALHO. COMPETÊNCIA. PRETENSÃO RELATIVA AOS DEPÓSITOS DO FGTS. SERVIDOR CELETISTA ESTÁVEL (ADCT, ART. 19, § 1º) TRANSPOSTO PARA O REGIME JURÍDICO ADMINISTRATIVO. LEI COMPLEMENTAR DO ESTADO DO PIAUÍ Nº 13/94. DECISÃO DA EXCELSA CORTE FIXANDO A INCONSTITUCIONALIDADE DA MIGRAÇÃO ENTRE REGIMES POR SERVIDORES NÃO ADMITIDOS POR CONCURSO PÚBLICO OU QUE NÃO SE SUBMETERAM AO CONCURSO DE EFETIVAÇÃO REFERIDO NO § 1º DO ART. 19 DO ADCT DA CF/1988 (ADI 1.150-RS). Controvérsia centrada na definição da competência desta Justiça do Trabalho para o exame de pedido alusivo aos depósitos do FGTS, deduzido por servidor público estável, antes submetido ao regime celetista e que teria, segundo a tese da defesa, migrado para o regime jurídico administrativo, por força do advento da Lei Estadual nº 13/94. Inconstitucionalidade da migração de servidores estáveis não concursados pronunciada pela Excelsa Corte, no âmbito do controle concentrado de constitucionalidade (ADI 1.150-RS): efeito lógico-jurídico da subsistência do regime contratual celetista para os servidores não concursados ou que não se submeteram ao concurso de efetivação previsto no § 1º do art. 19 do ADCT da CF/1988. Decisão gravada de efeito vinculante e eficácia geral que afasta a possibilidade de discussão adicional pelos órgãos do Poder Judiciário (art. 102, § 2º, da CF de 1988). Fixada, nesses termos, a natureza contratual do vínculo jurídico mantido entre os litigantes, ante a ineficácia da norma estadual que tencionou modificar o regime jurídico, irrecusável a competência desta Justiça do Trabalho (CF, art. 114, I). Recurso de revista não conhecido. FGTS. PRESCRIÇÃO TRINTENÁRIA. SÚMULA 362 DO TST. A Súmula 362 do TST consolidou o entendimento de que é trintenária a prescrição do direito de reclamar contra o não-recolhimento da contribuição para o FGTS, desde que observado o prazo de 2 (dois) anos após o término do contrato de trabalho. Assim, ajuizada a ação quando transcorridos mais de dois anos após a extinção do contrato de trabalho, há de ser pronunciada a prescrição total da pretensão condenatória. Recurso de revista conhecido e provido. (TST - RR: 16408820115220107  , Relator: Douglas Alencar Rodrigues, Data de Julgamento: 25/06/2014, 7ª Turma, Data de Publicação: DEJT 01/08/2014)
É certo quem, pela extinção das fundações, os direitos trabalhistas continuam preservados, caso se verifique o falta de pagamento de alguma verba rescisória ou alguma irregularidade durante o pacto laboral. Nada obsta também que, declarada a extinção da fundação, haja uma permanência temporária desses trabalhadores nas suas respectivas funções, principalmente a depender da área e da essencialidade do serviço no qual atuava a fundação. Ora, as consequências da perda de número considerável de pessoal seria um caos para o serviço público, devendo mesmo haver um período de transição. Esse período se justifica para que o ente público possa promover concurso público para suprir todas as vagas que serão deixadas pelos trabalhadores celetistas e não cause prejuízo ao serviço público, regularizando toda a situação jurídica posta.
Em conclusão, não se concebe, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, que se ingresse no serviço público sem concurso público a não ser nos permissivos da própria Constituição Federal, como nos cargos comissionados. Somente se verificou tal situação para os trabalhadores egressos do serviço público anteriores à Constituição de 1988 que foram incorporados ao regime jurídico único após este ano. Ademais, não verificado este requisito, está-se diante de flagrante inconstitucionalidade.


Advogada especialista em Ciências Políticas e da Administração pela Universidade de Barcelona/Espanha; especialista em Direito Tributário pela Unisul/SC; especialista em Direito do Estado pela Faculdade Social da Bahia; Presidente do Instituto Sergipano de Direito do Estado; Diretora Cultural da Revista Eletrônica de Direito do Estado.

José Sobral defende contrato com Fundação Hospitalar

O secretário de Estado da Saúde, José Sobral, concedeu entrevista ao programa Hora da Verdade, do radialista George Magalhães, onde destacou os desafios de gerir a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Entre os assuntos abordados no programa, a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), Complexo Regulador de Saúde e Sistema de Controle de Almoxarifado.

Sobre a FHS, foi abordada a Ação Civil Pública do Ministério Público Federal para que o contrato com a Secretaria de Estado da Saúde não seja renovado. O secretário José Sobral destacou a importância da Fundação para o atendimento à população.

“As Fundações são um método pioneiro no Brasil. Entendemos que precisamos dar condições para o funcionamento delas. A Fundação Hospitalar é pública de direito privado e suas contratações e compras são por meio de licitações e concurso público. O único contratante é o Estado de Sergipe e a função dela é gerir toda rede hospitalar e de urgência e emergência. O Estado já encaminhou à Procuradoria Geral do Estado (PGE) o pedido de renovação do contrato com FHS, pois o funcionamento dela não pode ser interrompido de forma abrupta. Nós temos que dar sequência e qualquer decisão tem que ser em longo prazo. É a Fundação e seus servidores que trabalham na assistência do Estado. A Fundação tem que continuar, pois a maior prejudicada seria a população que ficaria desassistida. Precisamos avaliar o desempenho e cobrar um melhor resultado. Ela pode ser mais ágil e eficiente no seu processo de gestão”, afirmou José Sobral.

“Cada Hospital Regional tem uma média de seis a 10 mil atendimentos por mês, sem contar o Huse que, sozinho, dobra essa capacidade. Não podemos e não vamos deixar a população desassistida”, afirmou o secretário.

por ASN

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Sindicatos estiveram presentes na audiência do MP








Antes da assembleia da categoriano HUSE, o Sintasa e outros sindicatos da Saúde estiveram na audiência no Ministério Público Federal com o procurador regional dos Direitos do Cidadão, Ramiro Rockenbach. Na ocasião, houve um consenso que é preciso um espaço de tempo para a transição, visto que não daria para fazer o encerramento do contrato da FHS num dia e no outro ficar faltando trabalhadores para o serviço. 

Caberão aos sindicatos buscarem as possibilidades jurídicas para a incorporação deste pessoal na administração direta e o Ministério Público Federal avaliaria a viabilização ou não da proposta dos sindicatos. 

O presidente do Sintasa, Augusto Couto, destacou que a audiência serviu para tranquilizar os trabalhadores que necessariamente não deixarão de trabalhar no dia 31 de janeiro. “O contrato não deverá ser renovado, mas terá esse tempo de transição para todos juntos construir uma alternativa. Agora, esperamos que o Governo do Estado tenha a sensibilidade de garantir a vinculação destes servidores dentro do Estado”, observou o líder sindical, lembrando que o Governo não faz concurso público há muito tempo e muitos servidores estatutários se aposentarão, deixando um espaço para ser preenchido por estes servidores. 

por Sintasa

Sindicatos fizeram assembleia para exigir incorporação dos empregados

por Sintasa


Os sindicatos da Saúde deram uma demonstração de força e união na assembleia geral com os servidores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), nesta terça-feira (20), no auditório do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Com o espaço lotado, a categoria decidiu se mobilizar para pressionar o Governo do Estado a incorporar os servidores celetistas quando a FHS for extinta e durante a fase de transição. Com isso, haverá duas atividades das quais os trabalhadores marcarão presença, que é a reunião do Conselho Estadual de Saúde (CES), nesta quinta-feira (22), às 9 horas, na Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a audiência com o juiz federal, Edmílson Pimenta, que o Ministério Público Federal (MPF) está intermediando para ocorrer na próxima semana, em data a ser confirmada. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, que lidera o sindicato com o maior número de servidores afetados, avalia a situação com otimismo. “Hoje, demos um passo importante de fortalecimento. Parabenizo todos os sindicatos envolvidos porque a união do grupo em defesa da não demissão dos servidores ajudará para que possamos alcançar o nosso objetivo”, afirma.

Além do Sintasa, a assembleia contou com representantes do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe (Seese), Sindicato dos Psicólogos de Sergipe (Sinpsi), Sindicato dos Trabalhadores Fisioterapeutas de Aracaju (Sintrafa), Sindicato dos Assistentes Sociais de Sergipe (Sindasse), Sindicato dos Condutores de Ambulância de Sergipe (Sindconam-SE), Sindicato dos Cirurgiões Dentistas de Sergipe (Sinodonto-SE), Sindicato dos Farmacêuticos de Sergipe (Sindifarma-SE), Sindicato de Nutricionistas e Técnicos em Nutrição do Estado de Sergipe (Sindinutrise), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).



Sindicatos querem prorrogação por um ano dos contratos com a FHS

Foi aprovada por unanimidade pelo ConselhoEstadual de Saúde (CES), através do Controle Social, a Recomendação em apoio a proposta da Bancada dos sindicatos da Saúde que tem como um dos pontos principais a extensão por um ano do contrato da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) junto ao Governo do Estado, que garantiria temporariamente o atendimento à população e o emprego dos servidores, mesmo depois do dia 31 de janeiro, data do fim do contrato. A decisão do CES foi tomada durante reunião na manhã de ontem (22), na sede da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), que contou com o auditório lotado de trabalhadores, representantes de sindicatos e usuários. Não houve nenhum representante da gestão estadual.
De acordo com a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese) e líder da bancada dos sindicatos, Shirley Morales, a Recomendação da CES é importante porque mostra que a população está do lado dos servidores, uma vez que a CES conta com 50% de representantes dos usuários, 25% dos sindicatos e outros 25% da gestão. “Esta proposta não é válida apenas para Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), mas também atinge os servidores da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) e Fundação Estadual de Saúde (Funesa). A Recomendação tem um peso importante e agora será encaminhada para a Assembleia Legislativa para os deputados terem ciência”, explica Shirley Morales.
Quem faz coro com Shirley é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde (Sintasa), Augusto Couto. “Essa luta não é apenas dos trabalhadores, agora temos mais um aliado importante que é o Conselho Estadual de Saúde. Até porque se o contrato com a Fundação acabar, não haverá atendimento, e os usuários serão afetados diretamente”, comenta o presidente.
Grupo de Trabalho
Outro ponto da proposta é que a extensão do tempo por um ano serviria para que seja criado um Grupo de Trabalho que contaria com representantes dos trabalhadores, gestão, Conselho Estadual de Saúde e Ministério Público  Federal, a fim de procurar meios para que os trabalhadores não sejam prejudicados. “Sabemos que este tempo não é garantia total de nada, mas podemos utilizá-lo para discutir saídas jurídicas para incorporar os servidores no regime estatutário. Existem possibilidades, mas é preciso criar condições para isso”, ressalta a presidente do Seese, acrescentado que nesta sexta-feira (23) deverá ter uma resposta do procurador regional dos Direitos do Cidadão, Ramiro Rockenbach, sobre uma possível reunião na próxima semana com o juiz federal, Edmílson Pimenta.

por Seese

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Secretário José Sobral fala sobre a extinção da FHS na TV Atalaia

Fundação Hospitalar de Saúde

Ainda durante a entrevista, José Sobral foi questionado sobre a situação da Fundação Hospitalar de Saúde, cujo Ministério Público Federal pediu a extinção.

"A posição do Governo em relação à renovação dos contratos com a Fundação Hospitalar de Saúde é clara. Entendemos que devemos fazer a renovação. Tanto é que o processo está em trâmite e para avaliações e pareceres da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Se acabar a Fundação, o maior problema gerado será a desassistência nas unidades. O Huse e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes nunca fecham suas portas e não podem fechar. Se tiver a extinção, as consequências serão sérias. A renovação deve acontecer. O MPF pediu liminarmente a extinção. Se houver uma sentença, vamos optar pela continuidade que é a política do Estado até para reestruturar o modo e a forma de atendimento", declarou.

"A Fundação Hospitalar de Saúde é pública de direito privado e é um órgão indireto e não é da administração direta.  Há entendimento  jurídico dessa questão. Há um somatório de esforços de todos os sindicatos para a renovação, menos do Sindimed que é a favor da extinção. O Governo pensa na necessidade de renovar para evitar o caos. Acredito no bom senso. O direito à Justica é, acima de tudo, o bom senso através das discussões com os sindicatos com o próprio Governo, pelos órgãos de fiscalização. Se todos não se comprometerem com a qualidade do serviço, não terá sucesso", complementou.




Por ASN

Aspectos do Estatuto da FHS

Alguns pontos relevantes devem ser considerados do Estatuto da FHS que poucos talvez tenham conhecimento.

Seguem alguns:

Art. 25. A investidura nos empregos no Quadro de Pessoal Permanente da FHS dar-se-á por meio de concurso público de provas, ou de provas e títulos, conforme disposto em Regulamento aprovado pelo Conselho Curador e referendado por Decreto do Governador do Estado, após análise jurídica da Procuradoria Jurídica, ressalvados os empregos de direção superior, assessoramento e assistência, de livre nomeação e exoneração, os quais integram o Quadro de Pessoal Permanente, a título precário.

Veja o termo ‘a título precário’. Ignorando o significado jurídico, levando em conta apenas o significado no dicionário de Língua Portuguesa, dá a impressão de uma delegação de serviço público frágil, delicada, insegura ou, num termo mais coloquial, meia-boca. Por isso tão importante quanto a explanação do assunto, também se faz a explicação do significado do termo empregado.

Juridicamente, precariedade tem o sentido de transitoriedade, de coisa temporária. No inciso IV do artigo 2º da Lei 8.987/95, por exemplo, significa que a delegação do serviço público deve ser por tempo determinado.

Há, também, entendimento doutrinário no sentido de que contrato precário seria aquele sem prazo de validade, podendo ser rescindido unilateralmente pela Administração a qualquer tempo, porém, considerando a vedação expressa de contratos sem prazo definido (Lei 8.666/93, Artigo 57, § 3º), este tipo de contrato não tem espaço no atual ordenamento jurídico brasileiro.

O artigo 35 §§ 1 diz: 


§ 1º O Contrato Estatal de Serviços, que poderá ser assinado pelo prazo máximo de 05 (cinco) anos, será avaliado anualmente, principalmente quanto ao cumprimento de suas metas e responsabilidades, atendimento aos pacientes, programas de educação permanente e de gestão de pessoal, recursos investidos, o grau de satisfação dos usuários, a integração loco-regional, racionalidade dos gastos, critérios de incorporação de tecnologia, manutenção dos bens móveis e imóveis. 


O Estatuto já deixava claro que o contrato era de apenas 05 (cinco) anos.

Art. 48. Extinguindo-se a FUNDAÇÃO HOSPITALAR DE SAÚDE - FHS por força de lei específica, seu patrimônio se incorporará ao patrimônio do Estado.
Qual patrimônio? Físico? Humano? O Estatuto não deixa claro. Uma coisa já ficou claro, que a Procuradoria Geral do Estado, já emitiu parecer que não há estabilidade no emprego das Fundações. Em outras palavras, a SES não poderá absorver os empregados celetistas como estatutários por ordem da Procuradoria, isso cabe ao próprio Estado fazê-lo por meio de lei específica.

Enquanto isso, seguem em frente os empregados, desesperados e angustiados. Esperando uma decisão tranquilizadora e segura para os mais de 5 mil empregados por meio de concurso público.


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Enfermeira vai gerenciar o Samu

A enfermeira Maria da Conceição Mendonça é a nova superintendente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Funcionária efetiva do Samu, Conceição foi apresentada às equipes assistenciais e administrativas, bem como líderes sindicais da área da saúde nesta quarta-feira, 21. O ato aconteceu na base localizada no bairro Siqueira Campos e também contou com a presença de sindicalistas e gestores da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), órgão gerenciador do Samu.
Em diálogo com os profissionais de diferentes categorias, Maria da Conceição considerou a importância do compromisso com as ações desenvolvidas no âmbito pré-hospitalar móvel em Sergipe. “A ética e a responsabilidade serão priorizadas, uma vez que trataremos dos impasses surgidos de forma resolutiva e coletiva, fortalecendo as diferentes esferas de trabalho, seja no que compete à regulação, intervenção ou administração do Samu 192 Sergipe”, esclareceu a nova superintendente.

Para a presidente do Conselho Regional de Enfermagem (Coren/SE), Maria Cláudia Tavares, a escolha da nova superintendente tem a aprovação da categoria. “O Coren/SE visa somar esforços com a nova gestão do Samu antes de realizar mais intensivamente seu papel fiscalizador. Contribuir para a qualificação da saúde pública no Estado é a nossa meta e aliado a isso, nos felicitamos com essa representatividade conferida à enfermagem”, destacou Maria Cláudia.
Representante dos servidores do Samu, Adilson Ferreira Melo também aprovou a nomeação de Maria da Conceição. “Foi uma excelente escolha. Não vejo nome melhor para administrar o Samu”.
Para o diretor geral da FHS, Hans Lobo, este é o início de um novo ciclo de trabalho que está associado ao desempenho de uma gestão que é referência no serviço de urgência.

por Governo de Sergipe, Secom

Secretaria e Conselho discutem a extinção das fundações

por ne notícias

Nesta quinta-feira, às 9h, o Conselho Estadual e a Secretaria de Saúde realizarão reunião extraordinária para discutir a extinção das fundações e a possibilidade de renovação do contrato da Funesa e da Fundação Parreiras Horta com a Fundação Hospitalar de Saúde.
A reunião ocorrerá no auditório da Funasa.

Empregados tentam manter convênio com a FHS

Profissionais de dez categorias que prestam serviços a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) se reuniram na tarde de ontem para debater em assembleia extraordinária o pedido de fim de contrato entre a FHS e o Governo do Estado, exigido na semana passada pelo Ministério Público Federal (MPF), através do procurado Ramiro Rockenback. Diante do receio de perder o emprego já no próximo dia 31 de janeiro, parte dos sindicalistas tentou mobilizar os profissionais para deflagrar uma greve por tempo indeterminado. A proposta foi temporariamente inviabilizada pela mesa porque José Sobral, novo responsável pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), ter se mostrado a favor do diálogo, e colaborar com o pleito dos funcionários a fim de não prejudicar a assistência no Sistema Único de Saúde (SUS).
Caso medidas paliativas não sejam definidas até a próxima semana, mais de seis mil funcionários podem ser demitidos no último dia útil de janeiro. Entre estes profissionais estão: médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares administrativos, nutricionistas e psicólogos. Para evitar uma possível interrupção coletiva de atendimentos,  estatutários e celetistas propõem um contrato no período de um ano com possibilidade de cancelamento, ou renovação. O MPF se mostra contrário ao pleito das categorias, e estuda a possibilidade de reduzir esse prazo funcional para apenas seis meses.
Para Shirley Morales, que presidiu a mesa de diálogo, o contrato de seis meses pode resultar em retrocesso gradativo dos atendimentos. Na opinião dela, o curto prazo de serviço público interferirá no bom desempenho dos profissionais e causar maiores danos para os mais de 1,4 milhões de sergipanos que dependem da assistência pública de saúde. "Seis meses é muito pouco e todos vão trabalhar já pensando em uma possível demissão, sendo assim, o procurador Rockenback tem entendido essa situação e estuda a possibilidade de aprovar esse contrato de 12 meses que estamos propondo. Parte da categoria queria greve, mas acreditamos no desenvolvimento das negociações com o MPF e o secretário, e decidimos não parar nesse momento tão importante para todos nós, incluindo os pacientes", disse.
Ainda em análise jurídica, caso a proposta de contrato seja aprovada por todos os meios envolvidos, o
Ministério Público exige a realização de uma auditoria minuciosa no sexto mês de serviço, e transparência total de todos os trâmites administrativos promovidos pela SES e FHS. Para amanhã está agendada uma reunião coletiva no Conselho Estadual de Saúde, em Aracaju, a fim de dar sequência às negociações. Os sindicatos prometem participar integralmente do debate. "A melhor maneira de tentar entrar em acordo é continuar trabalhando e participando de forma coletiva e coerente das negociações. José Sobral e o procurador Ramiro têm se mostrado preocupado com essas demissões e com a saúde de todos os usuários do SUS. Se houver retrocesso nas conversas, ai sim marcamos assembleia para estudar uma paralisação", pontuou Shirley.
Durante a assembleia estiveram presente profissionais que atuam em unidades hospitalares e unidades de pronto atendimento do interior sergipano, além do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), e maternidades instaladas na capital. Os funcionários também receberam o apoio da Central Única dos Trabalhadores. Lideranças sindicais dizem compreender que a possibilidade de mudança da razão social da FHS demanda um debate mais aprofundado e resistem na cobrança de uma solução que não prejudique o emprego de 6 mil trabalhadores nem a prestação de serviço aos usuários do sistema. "Fomos pegos de supetão por um acontecimento que pode interferir na vida de milhares de sergipanos. Nós sindicalistas estamos determinados a encontrar alternativas", disse a presidente do SINDASSE, Rosely Anacleto.
Integração - Para o Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), é preciso que as dez categorias permaneçam unidas e atuantes a fim de encontrar meios que não prejudique o Estado de Sergipe. Ao Jornal do Dia o presidente Augusto Couto avaliou o momento como difícil, mas que pode resultar em avanços. "O próprio Ministério Público Federal entende que essa demissão pode prejudicar e muito todos os sergipanos, estamos falando de mais de 5.500 demissões de uma só vez. O secretário, na medida do possível também tenta acordo. Estamos na luta, amanhã será mais um dia de diálogo intenso com os gestores e justiça, e a presença do secretário de saúde, e de todas as categorias seria fundamental", afirmou.
Secretário de Saúde recebe representantes de sindicatos e do Conselho
O secretário de Estado da Saúde, José Sobral, se reuniu com representantes dos sindicatos da área da Saúde, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Conselho Estadual de Saúde (CES) para discutir diversas pautas. a ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF) a justiça para que o contrato entre a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Fundação Hospitalar de Saúde (FHS) não seja renovado.  O contrato vence no próximo mês.
A preocupação em comum dos sindicatos, CES e da SES são duas. A não renovação geraria a desassistência da população, uma vez que a FHS é a instituição gestora da rede hospitalar da capital e do interior, incluindo o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) e a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), além do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências (Samu 192 Sergipe).
Outra preocupação é quanto ao destino dos mais de cinco mil servidores concursados e contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que não podem ser absorvidos pelo Estado de forma semelhante aos trabalhadores estatutários cedidos a FHS, que podem ter o vínculo devolvido a SES.
 De acordo com o secretário de Estado da Saúde, foi conversado com o Ministério Público Federal e com a justiça federal sobre a necessidade de se dialogar mais sobre tema. 
"Acreditamos no bom senso, essa é uma questão que não pode ser resolvida com uma sentença judicial. Se o contrato com as fundações não for renovado, a assistência será inviabilizada, pois é através da instituição que as unidades de saúde são geridas. Também precisamos dos servidores, pois sem eles não há como manter rede hospitalar e de urgência e emergência em funcionamento", disse José Sobral.

por Jornal do Dia

Sindicatos buscam solução para impedir demissões na FHS

Ramiro Rockenbach tentará audiência com o juiz federal
Reunião aconteceu no MPF (Foto: Portal Infonet)
Representantes de centrais sindicais e de sindicatos ligados à Saúde se reuniram nesta terça-feira, 20, com o procurador do Ministério Público Federal (MPF/SE), Ramiro Rockenbach, para discutir a situação dos quase 6 mil trabalhadores concursados da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS), que podem perder o emprego caso não haja a renovação do contrato.
A preocupação dos trabalhadores decorre de uma Ação Civil Pública (ACP) movida pelo MPF para que o Governo do Estado não renove o contrato com a Fundação. Caso o contrato não seja renovado, a categoria acredita que não haverá a manutenção dos empregos e que a continuidade do serviço essencial prestado à população estará comprometida.
Segundo a presidente do Sindicato dos Enfermeiros de Sergipe (Seese), Shirley Morales, como alternativa, o procurador tentará uma reunião com o juiz federal. “Hoje o procurador nos ouviu e entendeu que a população não pode ficar sem os serviços. O procurador disse que vai tentar agendar uma reunião com o juiz federal, que está com o processo para que haja a ampliação do prazo de seis meses, para que os trabalhadores migrem do regime celetista para estatutário até que se encontre uma solução definitiva para a absorção desses funcionários”, diz.
Preocupação
Ainda de acordo com Shirley Morales, a situação é preocupante. “Os profissionais estão sendo pegos de surpresas e está uma situação de desespero dentro da categoria. Várias pessoas ligando sem saber o que fazer, enfermeiros nos contactando dizendo que estão procurando outro emprego porque além do problema quanto ao contrato que está sendo vencido, tem uma ação de inconstitucionalidade rodando que a qualquer momento pode estourar. A estabilidade psicológica dessas pessoas está sendo abalada”.
Também presente no encontro, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rubens Marques, informou que se faz necessário a solução para o impasse. “Existem 5.500 mil trabalhadores na base e uma vez liquidando as fundações, eles estão fora. O trabalhador fez o concurso e não pediu favor a ninguém, deixou seu emprego em outros vínculos para vir pras fundações. É preciso apontar uma alternativa porque fechar e colocar 5.500 pessoas na rua não é o mais correto”, informa.
Representantes dos Sindicatos que compõem a área da saúde realizam uma assembleia geral no HUSE para levar o que foi discutido no MPF.

por Infonet

Fundações: sete mil servidores da Saúde temem desemprego

Sindicatos tratam do contrato das entidades que está próximo de encerrar.

o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese) e o Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa) se reuniu em assembleia com a categoria para orientar os servidores em relação à possibilidade do encerramento do contrato das fundações e da demissão coletiva. Os servidores irão participar de uma reunião com o Conselho Estadual de Saúde que está marcada para amanhã, às 9h, na sede Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e ficarão aguardando audiência que o MPF irá marcar na próxima semana, já que faltam nove dias para o encerramento do contrato da Fundação Hospitalar de Saúde (FHS).
Segundo a presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Sergipe (Seese), Sheyla Morares, na audiência com o procurador, os sindicatos questionaram o que ocorrerá caso não haja renovação do contrato com a FHS, o que acontecerá com os mais de sete mil servidores celetistas e estatutários.
"A reunião foi bastante importante, o procurador tem um pensamento comum com os trabalhadores em relação ao fato de que não dá para se fazer o encerramento desse contrato em virtude do choque que vai ser tanto para os trabalhadores quanto pela falta de assistência. A gente precisa ter um momento de transição e se houver a extinção e encerramento definitivo da contratação das Fundações, como a gente vai alocar esses trabalhadores sem que haja desassistência da população? Então, a proposta dele é que tenha um prazo onde estaríamos trabalhando a situação de transição, que ele sugeriu de ser entre seis meses a um ano, e que faria uma audiência com o juiz Edmilson Pimenta, os sindicatos e a Secretaria para que a gente possa mostrar essa alternativa", explicou.
Ainda segundo Morales, Rockenbach disse que os sindicatos precisam se inteirar sobre as responsabilidades jurídicas para incorporação do pessoal na administração direta. "E ele ficaria com a parte de verificar o escoamentos dos recursos para viabilizar a proposta da categoria. Ou seja, a audiência foi para amadurecer essa questão da transição e do prazo, já que dia 31 de janeiro encerra o contrato, o que não significa que no dia seguinte os profissionais sejam demitidos", disse a presidente do Seese.
Para o presidente do Sintada, Augusto Couto, foi importante o Sindicato falar com o procurador, para que a categoria tenha a compreensão de que 31 o contrato acaba mas que eles não serão demitidos, mas haverá processo de transição. "Disse ainda que ia sentar com os sindicatos para construir uma alternativa, esperamos que o Governo do Estado tenha sensibilidade de garantir esses servidores a vinculação dentro do Estado, que é o nosso pensamento", frisou Couto.
Sintrase critica pedido do MPF

O sindicalista Valdir Rodrigues, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), criticou ontem o pedido do Ministério Público Federal de extinção das Fundações de Saúde. Para ele, embora haja problemas que precisam ser sanados na gestão dessas instituições, caso sejam fechadas, haverá demissão de sete mil servidores.
"Ou eu estou ficando mais doido ou ficando cego e surdo por não estar entendendo o que afirmam alguns sindicalistas que defendem em letras garrafais o que propala o representante do Ministério Público Federal de Sergipe em relação às fundações. Porque dirigentes sindicais das categorias atingidas concordam com o fim das fundações visto que esse ato tresloucado vai demitir quase 7 mil servidores de uma canetada só? O procurador foi claro que não aceita que os servidores celetistas oriundos das fundações sejam aproveitados no sistema de estatutários", alerta.
Valdir diz compreender que as fundações sejam consideradas "funestas irrecuperáveis, paraíso da desordem administrativa" e questiona a dívida de R$ 150 milhões das entidades, mas pondera que não se pode extingui-las sem que sejam dadas garantias aos servidores. "Só se derruba uma casa para fazer outra melhor com garantias líquidas e certas e isso vocês não têm para oferecer aos sete mil servidores que estão na eminência de ficar desempregados. Emprego está difícil, fazer concurso leva tempo e aprendizado", frisou.
Ação
O Ministério Público Federal em Sergipe ajuizou ação para que o Estado não renove o contrato com a Fundação Hospitalar de Saúde (FHS). O atual contrato, que tem prazo de cinco anos, se encerra em fevereiro. Na ação, o MPF aponta uma série de irregularidades praticadas pela gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado da Saúde e a FHS, como o gasto excessivo com pessoal, o acúmulo indevido de cargos públicos, pagamento de horas extras contrariando a legislação, contratos de trabalho em duplicidade e servidores recebendo acima do teto constitucional.


MPF pede o fim da Fundação Hospitalar da Saúde

A petição é uma resposta à intensa investigação do Ministério Público do Estado e de uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que constataram que a FHS acumulou dívidas com seus fornecedores de mais R$ 138 milhões até outubro de 2014, além de outras irregularidades.

No ano de 2010 uma entidade assumiu a gestão da saúde do estado com uma grande promessa: ser pioneira nas ações de melhorias da saúde do sergipano. Passados 5 anos, a Fundação Hospital da Saúde (FHS) não cumpriu o que foi preestabelecido e, agora, o Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) pede para que o Estado não renove o contrato com a entidade. O contrato acaba em fevereiro e a instituição tem 72h para se posicionar sobre o assunto.

O Procurador de Direitos do Cidadão do MPF/SE, Ramiro Rockenbach, é autor da ação e afirma que, além de não cumprir com as determinações contratuais no âmbito administrativo, a FHS fez mal uso de recursos públicos. 

“Há 5 anos dizíamos que o modelo não funcionaria, mas essa discussão era apenas uma tese. Acontece que, agora, passados os anos, percebemos que realmente não funcionou. Foram mais de R$ 5 bilhões investidos e nada de melhorias. Nesse tempo que acompanhamos, comprovamos que a FHS tem gastado mais de 70% dos recursos com o pessoal. E gasta muito mal. Tem servidores ganhando a mais que o teto do judiciário”, denuncia. 

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Foto: Portal A8SE

Rockenberg explica ainda que o MPF entende que o modelo empregado pela FHS não funciona “Temos relatórios que comprovam que a FHS falhou em sua missão. É uma entidade ineficiente. Por isso, esse contrato não pode ser renovado e o estado de Sergipe precisa reassumir a Saúde do estado”, pontua.

Durante as investigações, Rockenberg conta que foi verificado que 18 servidores da FHS recebiam salários que ultrapassam o teto do Supremo Tribunal Federal e 13 tinham remunerações superiores ao teto do Tribunal de Justiça de Sergipe, o que, em linhas gerais, variam entre  R$ 25,5 mil a R$ 46,5 mil.

Além de reassumir a gestão da saúde estadual, o procurador revela que a União deverá atuar diretamente no apoio técnico e financeiro para que, assim, se tenha um maior controle dos serviços destinados à sociedade.

O MPF também pede que União seja condenada a manter programa de monitoramento sobre a gestão das ações e serviços de saúde, pelo Estado de Sergipe pelos próximos 4 anos. O não cumprimento acarretará numa pena de multa de R$ 10 mil por dia.

Quanto ao destino dos servidores locados na Fundação, o Procurador diz que é de responsabilidade da Secretaria do Estado da Saúde (SES) esta resposta. “Aguardo ansiosamente pela resposta do Estado de Sergipe e Secretaria de Saúde sobre o que fazer com este pessoal. No caso de uma demissão em massa, esse é realmente um problema que o gestor da Saúde deve saber como resolver”, finaliza.

A Secretaria de Comunicação de Sergipe informou que o governo só irá se pronunciar sobre o assunto quando houver notificação da justiça.

por A8