sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

SAMU orienta população a usar o serviço de urgência

06/12/2012
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Central de Regulação Médica /Foto: Ascom
  O superintendente, Dr. Clóvis França /Foto: Ascom
Por Jorge Marques
SES SE

A médica reguladora do SAMU 192 Sergipe, Renata Christiane Alves Lima, entrou no plantão, na segunda-feira, 3, às 7 horas. Passava das 9 horas e ela já havia atendido oito ligações. Com ela, mais três médicos plantonistas.

“Quatro ligações eram de pessoas que não precisavam de atendimento de urgência. Recebemos a ligação de um rapaz que caiu de moto no sábado e queria uma ambulância para levá-lo para a consulta médica. Uma mulher ligou reclamando que estava menstruando demais, entre outras. No ano passado recebemos uma ligação de uma pessoa que queria que os médicos do SAMU fossem consultar o cachorro dela, pois ele estava com uma ferida e não podia levá-lo ao veterinário”, contou a médica.

Ligações como essas fazem parte da rotina do serviço que recebe em torno de 566 ligações por dia e uma média de 17 mil ao mês. “Muitas vezes a população liga para o SAMU porque não sabe o que fazer em determinadas situações ou a quem recorrer. Acham que o serviço tem a resposta para todas as necessidades delas”, disse Clóvis França, superintendente do SAMU 192 Sergipe.

Por ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o SAMU também passa pela lógica da universalidade, equidade e integralidade e não deixa de atender ninguém, mas existe legislação, portarias e critérios para funcionamento do serviço para todo país. “Essas regras definem os critérios de urgência e emergência, incluindo até que fazer falso alarme ao SAMU é crime passível de punição pela legislação”, afirmou o superintendente.

O superintendente do serviço ainda reforçou que ao chamar o SAMU a pessoa deve falar com calma, informar o endereço com precisão e um ponto de referência, informar o nome do paciente e da pessoa que está ao telefone solicitando ajuda. “Ao atender a ligação o profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento. Orienta o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações. O médico regulador também avalia qual o melhor procedimento para o paciente: procurar um posto de saúde, designar uma ambulância de suporte básico, ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma UTI móvel”, explicou Clóvis França.

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