quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Diretor Geral da FHS fala sobre o fim da FHS
E sobre o fim da Fundação. Como novo diretor geral, como avalia essa possibilidade?
Marcelo Vieira - Insisto. O problema não está em manter ou acabar com a Fundação Hospitalar, a questão é de financiamento, de adequar a estrutura que existe à realidade financeira. O debate em relação ao funcionalismo está pautado nessa história de extinção das fundações. Existe no debate a falsa ideia de que ao acabar com a Fundação, os problemas serão resolvidos. Isso não é verdade, até porque a burocracia na aquisição de insumos e medicamentos torna o processo ainda mais lento através da Secretaria. Além disso, a maioria dos servidores é celetista e o Estado não tem condições de absorver esse quantitativo. O que precisamos fazer é fortalecer a FHS enquanto projeto corporativo, reabrindo o canal de diálogo entre gestão e servidores, de forma a encontrar uma identidade e um sentimento de pertencimento desses servidores ao projeto que representa a Fundação. Nós reafirmamos a importância da Fundação. No cenário atual ela é fundamental para operacionalizar o SUS e estamos dispostos a corrigir os problemas eventualmente identificados, potencializando atribuição original que é dar agilidade nos processos com a seriedade e a transparência que é requerida aos entes públicos. Queremos com isso ganhar o funcionalismo e a sociedade.
Por Infonet
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