quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Déda: fim da FHS cria vazio institucional e agrava crise

O governador Marcelo Déda voltou a defender a legitimidade da Fundação Hospitalar de Sergipe (FHS) para gerir os hospitais públicos de Sergipe, em contraposição ao entendimento do Ministério Público Estadual, que já solicitou intervenção do Poder Judiciário para obrigar o Estado a reassumir a administração.

Apesar da justiça acatar os argumentos do Ministério Público, o governador anuncia que manterá a batalha judicial para evitar problemas mais graves na pasta da saúde pública. “A receita do Ministério Público para a crise vai criar uma crise pior ainda”, preconiza Marcelo Déda.

“Se acabar com as fundações, vai criar um vazio institucional e estas questões têm que ser resolvidas com diálogo e não numa situação que não ajuda, que só complica”, observa. “Uma coisa é a crise, outra coisa é a solução para a crise”, analisa. “O Ministério Público não é dono da verdade, é uma parte processual. É preciso criticar, cobrar, mas é preciso também comparar com o resto do país”.

Déda não vê irregularidades na Fundação Hospitalar de Saúde e considera que a crise na saúde está presente em todos os Estados brasileiros. Para o governador, a situação de Sergipe é uma das melhores, se comparada com os demais Estados. “Sergipe é o terceiro Estado do Nordeste em desenvolvimento do interior, só perde para Ceará e Pernambuco e é o 15º do Brasil. A situação mudou da água pro vinho em melhoria de desenvolvimento e das condições sociais”, considerou.


Por Infonet

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