Marianna Marimon, repórter do GD
Em exposição dos principais problemas enfrentados pela equipe do Samu nesta quinta, além da falta de água e de luz, materiais descartáveis estão sendo reutilizados, há falta de oxigênio nas ambulâncias, assim como falta de manutenção nas mesmas. As nove ambulâncias novas adquiridas pelo governo ainda não chegaram em Cuiabá.
Conforme um dos médicos do Samu e sócio fundador, Celso Vargas, o problema de falta de oxigênio ocorre devido ao contrato que não foi renovado. “Estamos sem água e temos que lavar os materiais descartáveis que não tiveram contato com sangue como colar cervical e talos de mobilização. Também temos problemas de manutenção nas ambulâncias, sendo que uma ambulância deixou de funcionar antes de prestar atendimento”, disse.
O contrato com os médicos vence no final de junho, e ainda não houve diálogo para recontratação, sendo que na próxima segunda-feira (1), inicia-se o mês de julho.
O ambiente do Samu se torna insalubre devido a falta de água, já que os profissionais não possuem água para lavar as mãos ou as ambulâncias e têm que pegar água no prédio ao lado para garantir o funcionamento básico.
Além de todos estes problemas, os profissionais que fazem a alimentação dos médicos está há 90 dias sem receber.
Sobre a falta de água, a CAB Cuiabá informou que o Samu é dispensado de pagar a conta de água devido acordo firmado ainda na existência da Sanecap.
Conforme explicação da CAB, “está havendo uma reestruturação das instalações hidráulicas internas, pois havia um reservatório apenas para atender dois órgãos da Saúde. O SAMU está há 3 dias instalando o reservatório e migrando toda a tubulação para o mesmo, devido a isso, realmente está sem água até regularizar a parte interna. Não há registro no sistema de reclamação de falta de água desde 11/06”, diz nota.
O secretário de Saúde, Mauri Rodrigues agendou reunião com os gestores do Samu, ainda hoje às 17h, para evitar a greve.
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