domingo, 18 de janeiro de 2015

Secretário garante que não haverá demissões de servidores estaduais

Matéria publicada em Dezembro de 2014 no G1

Jefferson Passos disse que projeto de reforma não oferece risco. Projeto prevê redução de despesas de R$ 249 milhões por ano.
18/12/2014 15h15 - Atualizado em 18/12/2014 15h15
Do G1 SE
Jeffeson Passos garante que não haverá demissões  (Foto: Sefaz)Jeffeson Passos garante que não haverá
demissões (Foto: Sefaz)
O secretário de Estado da Fazenda, Jefferson Passos, garantiu que o projeto de reforma e modernização não oferece risco  a estabilidade dos servidores estaduais e disse que não haverá demissões.
Em tramitação na Assembleia Legislativa, o projeto prevê a redução de despesas na ordem de R$ 249 milhões por ano e a fusão de secretarias e órgãos.
“Os servidores celetistas não serão demitidos. Nenhum direito já concedido ao servidor será retirado. As gratificações que foram incorporadas em discussões salariais anteriores, por exemplo, serão mantidas e não nenhuma intenção em mexer nisso. O que pretendemos é frear os gastos com previdência e despesa com pessoal para que possamos ter abertura da lei de Responsabilidade Fiscal para efetivar as medidas salariais ajustadas com o magistério, segurança e demais servidores”, disse Jefferson.
O projeto de modernização do Estado foi enviado à Assembleia para apreciação e votação dos deputados estaduais. O texto prevê também o enxugamento da folha de servidores e comissionados com a proibição de contratar hora extra, serviço extraordinário e prorrogação de expediente; proibição de criar novas comissões de trabalho ou grupos de trabalho técnico até 31 de dezembro de 2014; proibição de concessão de gratificações de caráter discricionário (GREACIN, GREAPAG, GEARC, GFAZ, GEAPAS, GAT etc.). A partir do mês de dezembro de 2014, essas gratificações terão o seu valor reduzido em 10%, ressalvados os limites mínimos previstos em lei. Com essas medidas, o Governo economizaria R$ 7.657.189 mensais.
Fusão de secretarias e empresas
Jefferson explicou que a fusão e extinção de secretarias e órgãos da administração indireta não  comprometerá a prestação de serviços do Estado, uma vez que os serviços serão absorvidos e realizados por outras secretarias. Por exemplo, as demandas das Fundações Estadual de Saúde (Funesa) e Parreiras Horta serão absorvidas pela Fundação Hospitalar de Saúde.  Já Cohidro, Emdagro e Pronese serão sorvidas pela Secretaria de Agricultura. A Secretaria de Cultura e de Turismo ficará responsável pelos serviços da Emsetur e Fundap. As atribuições da Emgetis passarão para a Secretaria de Planejamento. Deso e Cehop passarão para Secretaria de Infraestrutura.
Previdência
O secretário também afirmou que o déficit da previdência compromete a receita estadual, que possui 49,5% de sua receita líquida comprometida com pagamento da folha de servidores. Um índice superior ao estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
“Hoje, 20% das despesas total do Estado são com previdência. Sergipe já é o quarto estado do país em gasto com a previdência. Ficamos atrás de Rio Grande do Sul, Rio de janeiro e Minas Gerais. O que estamos alertando a sociedade é que essa situação de gasto crescente não tem como ser suportada pelos cofres do tesouro estadual”, disse, afirmando que o déficit anual com o pagamento da folha de aposentados e pensionistas chegará a R$ 750 milhões.
*Com informações da Secom

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